Acredito em propaganda. Mas não mais na tradicional - que vem sendo feita há décadas - pelo simples fato de que as pessoas mudaram.
Acredito no que uns chamam de advertainment, outros de ad content. Esses termos designam esforços de comunicação focados em prender a atenção das pessoas e passar uma mensagem que, em última instância, objetiva vender produtos e serviços. Mas antes disso pretendem obter a simples atenção das pessoas e fazer com que nelas se cristalize uma simpatia à aquele esforço e a marca envolvida.
Vários são os exemplos desse tipo de propaganda, desde Joseph Goebbels com seus filmes que glorificavam o Reich até alguns atuais como o desse vídeo que ilustra esse post.
Montadoras não costumam revelar nada de um carro enquanto ele não está 100% pronto para a venda. Mas a Porsche quebrou com esse costume e produziu um vídeo de 10 minutos em que conta tudo - coisas positivas e negativas - que aconteceu no desenvolvimento do modelo 2012 do 911.
O que fica nesse tipo de esforço é admiração e uma sensação de proximidade com a marca. E isso não vale só para produtos que são objetos de desejo. Vale para qualquer coisa. Não seria legal se uma marca de móveis, por exemplo, contasse uma história bacana sobre sua nova linha de produtos? Como foi desenvolvida, os desafios que tiveram, as coisas que se orgulham, etc. Eu assistiria a uma “propaganda” assim, enquanto que meus olhos já ignoram totalmente outros tipos de inserções.